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História do Botox (Toxina Botulínica
Tipo A)
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A doença do botulismo foi primeiramente descrita em
1817 por Justinus Kerner. O diagnóstico clínico
é feito pelos sintomas: paralisia muscular progressiva,
iniciando-se pela face, ptose palpebral (fecha o olho), dificuldade
de deglutição, visão dupla. Os sintomas
progridem pela musculatura, causando dificuldade motora e
de respiração. Os sintomas podem se confundir
com doenças nervosas e diversas intoxicações,
como por pesticidas, o que as vezes retarda o tratamento.
Em 1896 Emile Pierre Van Ermengen isolou uma bactéria
do tipo bacilo Gram Positivo que ficou conhecido como Clostridium
Botulinum.
Durante a Segunda Guerra Mundial houve um interesse muito
grande sobre armas biológicas e a Toxina Botulínica
Tipo A foi isolada em sua forma pura.
Entretanto, após a Segunda Guerra Mundial ocorreu
uma perda de interesse no assunto.
No final da década de 60 o oftalmologista Alan B.
Scott, queria uma solução alternativa para um
tratamento não cirúrgico do estrabismo.
Ele testou a toxina Botulínica Tipo A em macacos e
foi bem sucedido na paralisia deste músculo.
Na década de 70 o FDA liberou o uso da toxina Botulínica
Tipo A em humanos.
Em 1982 foi feito um estudo multicêntrico com o uso
da Toxina Botulínica Tipo A para estrabismo e outros
problemas musculares faciais e um dos pacientes tratados relatou
a diminuição das rugas glabelares.
Desde então a Dermatologista Alastair Carruthers iniciou
o tratamento com a Toxina para rugas faciais.
Em 1988 os seus resultados foram publicados e em 1992 o seu
uso foi amplamente difundido.